Com a tendência da convergência das mídias, estamos cada vez mais vendo esforços de trazer os meios tradicionais para o meio online, e com isso novas oportunidades de veiculação de mídia e propaganda.
Saiu no AdNews uma reportagem da Agência Estado, que fala sobre o lançamento do novo modelo do AppleTV, aparelho que permite que filmes sejam baixados da internet e vistos diretamente na televisão, em alta resolução.
Com esse aparelho, a Apple pretende alcançar o mesmo efeito do iPod. No entanto, no Brasil, fazer o download de um filme esbarra na limitada capacidade da internet banda larga sendo que cerca de 95% dos assinantes de serviços de internet banda larga dispõem de velocidade de no máximo 2 megabits por segundo (Mbps), segundo dados da consultoria IDC. O ideal seria dispor de 12 Mbps.
“Estamos muito longe da realidade da Apple”, diz Marcelo Bermudez, diretor de marketing da Universal Pictures Brasil, uma das companhias parceiras na entrada da Apple nesse negócio de aluguel de filmes. Mas mesmo assim, a empresa do próprio Bermudez promete oferecer seu portfólio de filmes via web ainda este ano.
Além da Universal, também trabalha nessa mesma direção o portal Eonde, dedicado a entretenimento e criado com tal finalidade em meados do ano passado. Os sócios do portal querem manter uma gôndola virtual com mais de 3 mil títulos.
Para a indústria cinematográfica, a possibilidade de comercialização online em geral ainda engatinha. O sistema de aluguel estreou nos mercados americano e europeu em 2006. Hoje, representa cerca de 5% da receita do negócio de distribuição de filmes.
“A distribuição eletrônica de conteúdo, seja para venda, seja para aluguel, é um caminho natural”, diz Bermudez. “A maior vantagem da plataforma online atualmente é oferecer controles e sistemas capazes de inibir a pirataria”, acredita Fabio Golmia, diretor do portal Eonde.
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